Cotação do Feijão dispara no Mercado Atacadista de São Paulo

Pressão e alívio: de um lado, arroz, feijão e batata pressionam e do outro, produtos de origem animal aliviam a variação de preços no mercado atacadista.

No mês de janeiro, a variação dos preços médios do mercado atacadista da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) indicou retração nas cotações de11 produtos, 8 dos quais de origem animal; enquanto 10 itens apresentaram variação positiva de preços, de acordo com o levantamento realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), instituição de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Os produtos de maior redução de preços foram carnes bovinas (dianteiro e ponta de agulha), suína ½ carcaça e o frango resfriado; ovos, queijo mussarela e as farinhas de mandioca (grossa e fina) e de trigo, informam Vagner Martins e José Alberto Angelo, pesquisadores do IEA.

Em relação aos aumentos verificados no mês, o maior destaque é para o feijão que emplacou 61,74% no período. “Essa alta nos preços pode ser atribuída à menor oferta do produto devido à redução da área cultivada para a safra das águas, agravado pelo clima com temperaturas acima da média e ocorrências de chuvas isoladas de grande intensidade que dificultam a colheita, e reduzem a produtividade e a qualidade do grão”, explicam os pesquisadores, ressaltando que a “normalização dessa conjuntura no mercado atacadista de São Paulo pode ser revertida a partir de abril com a entrada do feijão da safra da seca, cujo plantio é realizado no final de janeiro e em fevereiro, podendo se estender até o final de março”.

Com aumento de 14,85% nos preços médios do produto lavado e 38% nos últimos 12 meses, a batata ocupa a segunda posição no ranking dos gêneros que apresentaram aumento no período. Outros produtos de grande importância no consumo das famílias paulistanas, como, arroz, cebola, alho, café e leite longa vida também sofreram reajustes tanto na comparação com o mês anterior quanto no ano, com exceção do café que apresenta variação negativa (-6,24%) quando comparados os preços atuais com os cobrados em janeiro de 2018.

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