O Espaço Aberto da Rede SP de Notícias recebeu, um relato preocupante de um morador da Vila Nova Conceição que evidencia um problema crônico em nossas praças: o desrespeito às leis de circulação de cães em áreas públicas.
Tensão na Praça Cidade de Milão
Um pai, que costuma levar os filhos de bicicleta para a escola, relatou momentos de tensão ao atravessar a Praça Cidade de Milão. Eles foram surpreendidos por quatro cães da raça Pitbull soltos e sem focinheira, fora da área delimitada (cachorrodromo).
Vale lembrar que leis municipais e estaduais exigem o uso de coleira e, para raças específicas, focinheira em locais públicos.
O perigo do “cachorro dócil” solto
Nossa redação tem recebido recorrentes queixas sobre animais sem coleira. É importante ressaltar que, mesmo que um cão seja dócil, o fato de ele correr livre em direção a outro animal que está na guia pode gerar uma reação agressiva do cão que está preso, resultando em brigas graves e acidentes com os tutores.
Além disso, crianças podem se assustar com a aproximação repentina, correndo para a rua ou sofrendo quedas.

Alerta: O risco dos passeios em grandes grupos
Outro ponto que merece atenção dos moradores é a atuação de alguns passeadores. Temos observado profissionais conduzindo um número excessivo de cães simultaneamente, o que compromete a segurança e o bem-estar dos animais:
- Falta de qualidade: Um passeio com muitos cães não permite atenção individualizada às necessidades de cada um.
- Ritmos diferentes: É comum ver cães de pequeno porte exaustos tentando acompanhar o passo de cães grandes.
- Riscos no transporte: Muitos passeadores buscam os cães individualmente, mas depois os confinam juntos em carros ou cercados, onde a falta de supervisão pode levar a ataques fatais.
O risco do ritmo imposto: A exaustão silenciosa dos cães pequenos
Esse é um ponto fundamental que precisa ser exposto para conscientizar os tutores.
Quando um passeio mistura animais de portes muito distintos, a dinâmica deixa de ser benéfica para se tornar perigosa:
- Desgaste físico desigual: Enquanto um cão grande tem uma passada larga e precisa de mais exercício, o cão pequeno precisa dar o triplo de passos para acompanhar o ritmo, chegando a um estado de exaustão extrema.
- Negligência de bem-estar: Esse tipo de prática ignora que cada animal tem uma necessidade biológica e um fôlego diferente, priorizando apenas a logística do passeador.
É um contraste triste, pois o que deveria ser um momento de descontração acaba virando um sofrimento silencioso para o animal.
Fica o alerta aos tutores: Verifique se o passeador contratado sai com outros cães ao mesmo tempo e como é feito esse manejo. A segurança do seu pet e da comunidade depende de responsabilidade.
É lei
O uso de coleira e guia é obrigatório para cães em locais públicos em diversas cidades e estados do Brasil para garantir a segurança de todos, sob risco de multas e apreensão do animal.
Legislações como a de São Paulo (lei de 2001 e estadual 11.531/2003) exigem guia adequada e focinheira para raças agressivas, reforçadas por leis distritais.
DECRETO Nº 48.533, DE 09 DE MARÇO DE 2004. Estabelece regras de segurança para a condução responsável de cães, nos termos da Lei nº 11.531, de 11 de novembro de 2003
A lei estabelece regras de segurança para posse e condução responsável de cães.
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