Parque Ibirapuera: reduto de diversidades, na flora e fauna

O Parque Ibirapuera além de ser um belo espaço reservado ao meio ambiente é também um local que reúne um conteúdo educativo e cultural muito rico.

Escola Municipal de Jardinagem, Planetário do Ibirapuera, Viveiro Manequinho Lopes, Herbário Municipal, Universidade Aberta de Meio Ambiente e Cultura de Paz – UMAPZ, Escola Municipal de Astrofísica, Divisão de Fauna, Auditório Ibirapuera, Bosque da Leitura, Fundação Bienal, Museu Afro Brasil, Museu de Arte Moderna, Oca, Pavilhão das Culturas Brasileiras, Pavilhão Japonês, Cecco.

Todas essas unidades estão dentro do Parque Ibirapuera, que desde sua inauguração, em 21 de agosto de 1954, tem guardado muita história e ajudado no desenvolvimento ambiental, social e cultural de São Paulo.

Parque Ibirapuera – Projeto

O projeto do Parque Ibirapuera foi concebido pelos arquitetos Oscar Niemeyer, Ulhôa Cavalcanti, Zenon Lotufo, Eduardo Kneese de Mello, Ícaro de Castro Mello, além do paisagista Augusto Teixeira Mendes.

Localizado no centro de São Paulo, o Parque Ibirapuera está no meio dos Bairros Moema, Itaim, Vila Nova Conceição, Vila Olímpia, Vila Mariana, Ipiranga e Morumbi. O que deixa essas regiões ainda mais charmosas, com uma diversidade na flora e fauna.

Parque Ibirapuera – Fauna e Flora

Parque Ibirapuera Vila Nova Conceição

Falsa seringueira e Serrapilheira, família Ficus Elastica. Toda pomposa de galhos e raízes. Foto: Jabson Barbosa.

A flora do Parque é composta por plantas nativas do Estado de São Paulo, e não-nativas, como: à figueira microcarpa, figueira bengalense originária da Índia, e a falsa Seringueira e serrapilheira, natural da Malásia.

Já na questão da fauna, muitas das espécies que vivem no Ibira, são nativas e outras visitantes, por exemplo: Sabiás, Tico-tico, são nativos dá região.

Há também espécies visitantes como: Araponga, Tucano-toco, etc.

Esses são só alguns exemplos dessa diversidade na flora e fauna do Parque Ibirapuera.

Parque Ibirapuera Vila Nova Conceição

Valdemar Kuniy, frequenta o Parque há 40 anos, e diz conhecer algumas espécies da flora e na fauna do Ibirapuera. Foto: Jabson Barbosa.

Por isso, a equipe do site Vila Nova Conceição SP, foi até o Parque Ibirapuera, para saber das pessoas, que usa o espaço para exercícios, se elas param pra observar à flora e fauna do Ibirapuera.

A equipe conversou com várias pessoas no Parque, algumas sem saber distinguir o que é flora e fauna, mas outras bem experts no assunto, e que vão no Parque para apreciar a flora e a fauna.

Valdemar Kuniy, morador do Bairro Planalto Paulista SP e frequentador do Parque há mais de 40 anos, diz que o nome das espécies é difícil de lembrar, mas fala de algumas que conhece.

“Os normais como o Ipê, Ipê-amarelo, aquela flor cereja. Então, essa daí a gente conhece”, citou Valdemar Kuniy.

Parque Ibirapuera Vila Nova Conceição

Fernanda Maria Cepedá, moradora de Moema, frequenta o Parque há 26 anos. Diz não conhecer muito da flora e da fauna. Foto: Jabson Barbosa.

E com relação à fauna do Parque, faz menção ao Sabiá e ao João-de-barro que vê muito. E se dispôs a fazer elogios ao Parque Ibirapuera dizendo: “olha, é um dos parques mais bonitos daqui de São Paulo, e da região” , afirma Valdemar.

Moradora do Bairro Moema e ativa no Parque, há 26 anos, Fernanda Maria Cepedá, tenta nos explicar toda cheia de dúvida sobre a flora e a fauna do Parque.

“Olha, eu, eu não sei falar o nome, tem umas espécies muito bonitas, são tão rosas que alegram nosso olhar. O chão fica rosa quando você passa. Não se é seringueira…”, conta Fernanda Maria.

Parque Ibirapuera – um patrimônio histórico de São Paulo

De acordo com o biólogo Ricardo Gandara Crede, a fauna do Parque Ibirapuera é composta por sua maioria de aves.

“75% de animais que a gente recebe aqui na Divisão de fauna, são aves. No caso dos mamíferos, a gente tem o Gambá (saruê), que é muito típico da região”, explica Ricardo.

Segundo as Biólogas Anelisa Ferreira e Maria Amélia Carvalho, as espécies que vivem no Parque Ibirapuera são: Sabiá-laranjeira, Bem-te-vi, Periquito-rico, Sanhaço-cinzento, Pomba-asa-branca, Pombão, João-de-barro e a Rolinha-caldo-feijão, acho que são os mais frequentes.

Elas falam que o monitoramento, é importante para se ter o controle das espécies.

“Nós fazemos a contagem desses animais, para saber justamente se as populações dessas espécies estão aumentando ou reduzindo ao longo do tempo”, explica Anelisa Ferreira.

O Veterinário Marcos Costa, encerra dizendo que é importante o monitoramento de todas as espécies, por causa de doenças.

Parque Ibirapuera Vila Nova Conceição

Biólogo Ricardo Gandara Crede, Fala da fauna do Parque. Foto: Jabson Barbosa.

“Todo ano a gente coleta material desses bichos, primeiro a gente apreende os animais numa área restrita, e coleta material. Depois coletamos sangue, para fazer uma análise completa. Na sequencia preparamos a vermifugação e a marcação. Todos eles recebem uma anilha metálica (anel), que fica na pata, onde tem o registro desse animal”, detalha Marcos Costa.

Um microchip também é colocado interescapular, nas costa desse animal. Esse microchip tem um leitor, igual do código de barras.

Cada bicho é identificado com anilha e com microchip.

No fim da entrevista, todos eles fazem um alerta ao frequentadores do Parque Ibirapuera:

“É preciso observar, cuidar, não jogando objetos em qualquer lugar, não alimentar aves e nem animais, para que eles não fiquem submissos a comida dada pelos visitantes. O meio ambiente clama por socorro”, alertam os biólogos!

O Parque Ibirapuera conta com vários serviços para os interessados é só entrar no site. faunasvma@prefeitura.sp.gov.br

Mais informações sobre o Parque do Ibirapuera: www.prefeitura.sp.gov.br

Por Jabson Barbosa, Lucas Rocha e Rodolfo de Paula

Leia também:
Biblioteca UMAPAZ

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •