Professora de tecnologia de escola municipal de SP concorre ao Global Teacher Prize

O ‘Global Teacher Prize’ é considerado o “Prêmio Nobel da Educação” e vai doar de US$ 1 milhão para o ganhador. A premiação será em março de 2019, em Dubai, capital dos Emirados Árabes.

Aqui em São Paulo, a indicada é Débora Garofalo, professora do ensino público, que ensina matérias de tecnologia na EMEF Ary Parreiras, zona sul de São Paulo em uma área carente da cidade, cercada por quatro favelas famosas pela violência.

Apesar de ser formada em Letras, Garofalo criou o projeto “Robótica com sucata promovendo a sustentabilidade”, que já removeu mais de 700 kg de lixo das ruas.

O outro concorrente, também brasileiro, é Jayse Ferreira é professor de Educação Artística na Escola de Referência em Itambé, Pernambuco.

Eles foram escolhidos entre mais de 10 mil candidatos de 179 países de todo o mundo. A lista dos 50 finalistas tem representantes de 39 países.

Para a escolha, o comitê de premiação leva em consideração o emprego de práticas educacionais escalonáveis, inovadoras, que tenham resultados visíveis, causem impacto na comunidade, melhorem a profissão docente e ajudem os alunos a tornarem-se cidadãos.

Grande parte do trabalho desenvolvido por ela como orientadora de informática educacional com alunos de todos os anos do Ensino Fundamental se baseia em usar a tecnologia para trabalhar temas sociais.

O trabalho de Débora teve início no ano de 2015, ele nasceu da vontade de transformar a vida e a educação dos alunos da comunidade carente onde atua. ”

“Muitos alunos em épocas de chuva se ausentavam da escola devido à situação de terem as casas alagadas pelo lixo, percebi que podia associar o ensino de Robótica a resolução do problema feita pelos alunos do lixo utilizando os 3R’s (reciclar, reutilizar e reduzir) ao criar protótipos com funcionalidades diferentes para que os alunos encontrassem sentido a escola e também pudesse atuar como cidadãos atuando na comunidade, trabalhando a interdisciplinaridade ao trabalhar com matemática, ciências, geografia, língua portuguesa, história, artes, de forma prática.” Explica Débora.

Um dos principais projetos desenvolvidos dentro de suas aulas foi a robótica com sucata, que trouxe o debate da sustentabilidade para as turmas.

“Essa ação representa a integração da escola e da comunidade, além da sensibilização, respeito e cuidados com o meio ambiente. Além do aumento da autoestima e qualidade de vida. É uma nova reinvenção da Educação, pensando em uma escola que não só produza conhecimento, mas, que contribua com soluções locais.” Finaliza Débora.

Hoje em suas redes sociais, Débora fez a seguinte postagem:

“É chegada a hora do embarque, na mala, a certeza que começamos a escrever uma nova história na nossa educação e que a escola pública pode ser sinônimo de excelência e equidade, pautada na educação integral e em objetivos sustentáveis. Nossos estudantes têm voz, a periferia tem voz! Levo um pouquinho de cada um e a certeza que podemos fazer diferente! É só o começo!

#Educaçãojá #OrgulhodaEscolaPublica#RoboticacomSucata

Débora Garofalo

A professora Débora Denise Dias Garofalo é formada em Letras e Pedagogia com pós-graduação em Língua Portuguesa pela Unicamp, cursando Mestrado em Educação pela PUC SP. Experiência 14 anos na  da rede Pública de São Paulo, atuando na Educação Infantil, Ensino Fundamental I, II, Médio e em Educação para Jovens e Adultos e em salas multidisciplinares.

Confira os Top 10 finalistas 2019 aqui.

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