15 Anos Bike Itaú
Em parceria com a Tembici, o programa ajudou a ampliar o acesso à bicicleta e impulsionou o debate sobre cidades mais conectadas, saudáveis e eficientes, reunindo empresas, poder público, academia e sociedade civil em torno dessa transformação.
Integrada à estratégia de transição climática do banco, a agenda de mobilidade busca apoiar a descarbonização dos transportes, ampliar o acesso à mobilidade ativa e fomentar conhecimento capaz de orientar soluções para os desafios urbanos.Os avanços observados nos últimos anos mostram o potencial da bicicleta como alternativa de deslocamento nas grandes cidades, mas também evidenciam a necessidade de continuar investindo em infraestrutura, segurança viária e planejamento urbano.

É nesse contexto que o Instituto Cordial, apoiado pelo Itaú Unibanco, lança uma pesquisa inédita sobre as condições enfrentadas por quem pedala em São Paulo. O levantamento aponta que ciclistas alcançam velocidades cerca de 18% maiores em locais com infraestrutura dedicada, como ciclovias e ciclofaixas, indicando que esse tipo de investimento contribui não apenas para a segurança, mas também para a eficiência dos deslocamentos.
O estudo também identificou desafios importantes: três em cada quatro ultrapassagens ocorreram a menos de 1,5 metro dos ciclistas, distância mínima prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro. Na Zona Leste, os veículos passam, em média, a apenas 55 centímetros de distância, praticamente metade do observado no restante da cidade.
Os dados reforçam que ampliar o uso da bicicleta nas cidades passa não apenas por incentivar a mobilidade ativa, mas também por criar condições para que ela seja uma alternativa segura, eficiente e integrada aos demais meios de transporte. Nesse sentido, infraestrutura dedicada, planejamento urbano e uma convivência mais segura no trânsito surgem como elementos centrais para o avanço dessa agenda nos próximos anos.
Para realizar a pesquisa, os pesquisadores percorreram mais de 10 mil quilômetros pelas ruas da capital utilizando um equipamento desenvolvido pelo Instituto Cordial em parceria com organizações alemãs, financiado pela FAPESP e reconhecido com o selo Bicicleta Brasil, do Ministério das Cidades. Com sensores e inteligência artificial, o dispositivo monitora indicadores relacionados à segurança, à convivência com o tráfego e às condições do ambiente urbano.
Para Luciana Nicola, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Itaú Unibanco, os resultados ajudam a direcionar os próximos passos da agenda de mobilidade no país. “Os últimos 15 anos mostraram que a bicicleta conquistou um papel cada vez mais relevante na mobilidade das cidades brasileiras. Ao mesmo tempo, os dados revelam que ainda existem desafios importantes para tornar esse deslocamento mais seguro, eficiente e acessível. Para o Itaú, apoiar essa agenda significa combinar soluções concretas, produção de conhecimento e articulação entre diferentes setores para acelerar transformações que contribuam para cidades mais sustentáveis e para uma economia de baixo carbono.”
“Ao longo desses anos, vimos os quilômetros de ciclovias quase triplicarem e sabemos que fazemos parte dessa história. Hoje, mais de 300 mil pessoas se deslocam todos os meses com os nossos sistemas, e enxergamos um potencial enorme para os próximos anos. A mobilidade está vivendo uma nova transformação, com a bicicleta ganhando cada vez mais relevância, enquanto a eletrificação amplia as possibilidades de uso e de integração com outros modais. Temos muito orgulho do caminho que construímos com o Itaú e muito entusiasmo pelo que ainda podemos construir juntos”, afirma Tomás Martins, CEO e cofundador da Tembici.


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