Adoção, a história de Belinha!

Adoção, Meio Ambiente, Educação, Negócios… Com mais de 300 milhões de usuários e mais de 70 milhões de imagens compartilhadas diariamente, essa ferramenta faz valer o ditado “Uma imagem vale mais que mil palavras”… Deve ser por isso que o Instagram é a rede social do momento!

Acordar, tomar um cafezinho enquanto olhamos algumas fotos de amigos, e tantas outras por curiosidade no Instagram. Essa é a rotina de muita gente. E foi através de uma “espiadinha” no “Insta” que conhecemos uma linda, meiga, charmosa e muito simpática figurinha. Seu nome? Belinha.

Nossa equipe marcou um bate papo com Renato Hacker, publicitário, músico, compositor, produtor e como ele mesmo se intitula: “pai” de Belinha, com cerca de um ano e meio de idade.

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Belinha brincando no Parque Ibirapuera durante entrevista. Foto: Priscila Pozo.

Belinha, uma cachorra sem raça definida, mas com muita personalidade! Suas características físicas lembram uma mistura entre as raças beagle e labrador.

Nossa curiosidade, em conhecê-la, começou pela demonstração de amor e carinho que Renato exterioriza nos posts que coloca sobre ela no Instagram. Inclusive a linguagem utilizada é em primeira pessoa, ou seja, é como se Belinha mesma escrevesse!

O “cachorrês”, aliado as fotos de Belinha, tem uma pitada de humor que consegue arrancar boas risadas dos “AUdmiradores”. Por isso “mAUcarmos esse bate papo “AUdorável”! Você também vai se apaixonar por esse “AUssunto”!

Outra coisa que chamou muita atenção foi o fato de Belinha ser adotada. A adoção é uma atitude de amor que merece todo nosso respeito. Ponto esse, importante para nosso Site Vila Nova Conceição SP.

Uma das intenções do Vila Nova Conceição SP é compartilhar “Belas” histórias que acontecem pelo bairro e pela região, com o objetivo de propagar boas ações. Para nós, a questão ambiental é um assunto considerado muito importante que mereceu inclusive uma editoria exclusiva.

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O lugar favorito de passeio: Parque Ibirapuera. Foto: Priscila Pozo.

A pauta “Belinha” rendeu uma movimentação super bacana no Parque do Ibirapuera. Ao chegarmos perto do Portão 8, localizado na Rua Quarto Centenário, não tinha como não reconhecer nossa estrela do dia…

“É religioso vir com ela no parque passear, vê-la alegre. Hoje em dia, trabalhando com música, eu montei um home studio e trabalho de casa, então tenho bastante tempo para fica com a Belinha. O que me faz muito bem!” Declara Renato, o pai da Belinha.

Ela já estava na brincadeira com outros cães que passeavam com dogwalkers da Rauni Schimpl. Foi uma bagunça só esse encontro!

Depois da folia, nossa equipe sentou para bater um papo com Renato e conhecer melhor essa história de adoção. Não dá para deixar de ressaltar aqui o “pai babão” que Renato é! Sempre com muito carinho e orgulho ele fala da “filha” como um “presente” maravilho!

“Eu chego aqui tem muita gente. Esse pessoal da Rauni, que passeia com os cães, é uma graça. Eles vem aqui todos os dias com cerca de 15 ou 20 cachorros, deixam eles interagirem com a Belinha. Eles mesmo falam que de zero a cem, a alegria da Belinha é 500!”. Ressalta Renato.

Batemos um papo hiper agradável com o Renato Hacker para ele nos contasse como teve início essa história. E trazemos aqui a entrevista descontraída e recheada de boas risadas, boas ideias e muita energia positiva:

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Bate papo da nossa equipe com Renato Hacker. Foto: Priscila Pozo.

Vila Nova Conceição SP: Você sempre gostou de bichos?

Renato Hacker: Há 15 anos eu estudei cachorro, e acabei comprando um Golden, que faleceu faz um mês. Realizei todo esse processo de conhecimento das raças porque eu queria ter cachorro, mas minha mãe não gostava. Então eu precisava escolher um que se adaptasse a família. Depois do Golden, eu tive um Pug. Mas como me separei, a Pug ficou temporariamente com uma amiga, até eu me ajeitar, mas quando eu fui pega-la de volta, minha amiga disse que seria muito difícil se separar da Pug. Então, acabou ficando com ela. Me sinto privilegiado de saber que a Pug tem uma pessoa que cuida tão bem dela. Inclusive quando minha amiga combina de sair, ela logo pergunta se o local aceita cachorro, se não ela nem vai. A Pug com o nome de Muf também está no Instagram.

Vila Nova Conceição SP: Mas conta para gente, como você conheceu a Belinha?

Renato Hacker: A história da Belinha começou quando eu estava com uma amiga, aqui perto da Vila, no Jardins. Nós estávamos conversando quando ela viu a Belinha, que deveria ter na época, dois meses. Encontramos a Belinha com uns meninos de rua o Peterson e o Fabiano. Ela estava bem abatida. Eu fiquei preocupado e acabei oferecendo um dinheiro para eles, para que eu ficasse com ela. Minha amiga inclusive me ofereceu uma guarda compartilhada para ajudar a cuidar de Belinha.

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Belinha, agora com muita saúde, posando para foto! Foto: Priscila Pozo.

Ao sair do restaurante, levamos a Belinha para uma clínica veterinária, onde recebeu os primeiros cuidados e iniciou um tratamento. Fiquei muito preocupado. Ela estava muito abatida, só se rastejava, não conseguia andar. Ela tinha a barriga muito inchada. Confesso que cheguei a achar que se ela sobrevivesse não se desenvolveria tão bem. Ela ficou durante duas semanas expelindo vermes por todos os orifícios.

Depois de dois dias de tratamento ela começou a manifestar melhoras e já se levantou. O mais engraçado é que quando ela começou a se recuperar ela me encarava, rosnava e latia para mim. Um temperamento de líder. Com o tempo e depois com o adestramento ela foi amansando e socializando.

Vila Nova Conceição SP: Você já havia adotado algum animal antes?

Renato Hacker: Essa foi a primeira vez que adotei um cachorro. Foi por causa da Belinha que eu conheci muita gente aqui no parque. Todos começaram a se apaixonar por ela. Isso acabou sendo uma terapia para mim. Ela me estimula a vir no parque. Eu comecei a correr e ensinei ela a correr do meu lado. Outra coisa que eu acho que me ajuda a ficar alegre é vê-la alegre, brincando, correndo com outros cachorros. Isso é uma terapia para mim.

O sentimento com a Belinha é especial. Isso porque existe todo o contexto de ter tirado um cachorrinho da rua que teria um paradeiro muito duvidoso já que estava doente. Saber que você salvou uma vida é muito gratificante. E mais gratificante ainda é sentir que o carinho do cachorro é reciproco.

No início eu tive medo, porque ela estava muito doente. Esse período foi de muita aflição. Quando ela melhorou se tornou uma cachorra alegre e ativa.

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Belinha e Renato. Pausa para um carinho! Foto: Priscila Pozo.

Vila Nova Conceição SP: Você indicaria a adoção de animais?

Renato Hacker: Eu indico a adoção de animais. É o que eu faço sempre. A minha história, o meu sentimento, já é um atestado de indicação. Com todo mundo que eu falo.

Agora, antes de adotar é preciso ter em mente o seguinte: eu quero e eu posso? Tem que haver equilíbrio entre essas duas perguntas antes de adotar.

O eu posso é: ter um espaço, ter disposição e disponibilidade. Educar faz parte desse item.

O eu quero é ter plena consciência de que esse ser vivo vai permanecer com você por pelo menos 10 anos, e vai precisar de cuidados como banho, boa alimentação, carinho, visitas ao veterinário, vacinação…

Minha sugestão é que as pessoas interessadas em adotar visitem um centro de adoção e conheçam de perto o cachorro ou gato, verifiquem se esse animal vai se adaptar ao espaço que a pessoa tem. Tem tanto animal abandonado. Vale a pena pensar nisso!

Vila Nova Conceição SP: O que significa adoção, como é essa relação com um animal adotado que muitas vezes pode ter tido um passado ruim?

Renato Hacker: Todo mundo diz que o cachorro que vem de uma adoção tem algo especial! Existe a troca de amor e carinho que faz bem para os dois lados. É muito bom o sentimento de saber que você adotou um animal que estava precisando de ajuda, e melhor ainda é você sentir o amor dessa retribuição por parte do seu novo amigo! Ele também sabe que foi salvo por você. As pessoas que sabem que você realizou uma adoção passam a te ajudar, todo mundo quer te ajudar. Todo mundo quer participar. As pessoas aparecem porque querem contribuir. É gratificante.

Isso é uma questão de cultura, eu falo isso não só com relação a adoção de animais, mas também com relação a ação do cuidar, do preservar o ambiente, ter carinho com todas as coisas. Hoje, eu acabei entrando em contato até com o Parque para tentar ajudar na preservação local, é uma coisa que puxa a outra!

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Belinha procurando os amigos para bagunçar. Foto: Priscila Pozo.

Vila Nova Conceição SP: E como surgiu a ideia de montar o perfil da Belinha no Instagram?

Renato Hacker: Eu montei esse perfil no Instagram porque a gente queria compartilhar com todo mundo o sentimento da Belinha estar na nossa vida, unir as pessoas que ajudaram na adoção. Como a gente adora tirar foto, decidimos tirar fotos e postar as mais legais. Pensamos em registrar todos os estágio dela. Todas as carinhas para curtimos juntos. Nós deixamos o perfil aberto e outras pessoas acabaram conhecendo a Belinha e seguindo. Agora estou um pouco parado por causa da minha mudança e também por conta de estar no meio de uma produção musical.

Vila Nova Conceição SP: Como é o dia a dia de vocês? O que a Belinha come, onde ela mais fica em casa?

Renato Hacker: Ela só come ração. Eu dou tudo o que acho de melhor. Isso não significa que vou bajular e esquecer que ela é uma cachorra. Na minha casa hoje ela tem uma caminha em cada ambiente, no escritório, do lado da minha cama, na sala.

Agora, depois de bagunçar no parque, a gente chega em casa e eu passo lenço umedecido nas patas dela antes de entrar em casa. Ela mudou minha vida. Trouxe alegria especial.

Se você está aqui pelo bairro e tem uma história bacana para contar, mande um e-mail para nós: contato@vilanovaconceicaosp.com.br

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Descanso para recompor as energias. Mas sempre alerta caso apareça um amigo para correr! Foto: Priscila Pozo.

Essa foi a história de adoção que conhecemos e fizemos questão de compartilhar com nossos amigos.

Acreditamos que a adoção é uma atitude de carinho e amor. Há pessoas que preferem adotar crianças, outras idosos e há ainda aqueles que optam por adotar animais. Sem falar nos que adotam crianças, animais e idosos ao mesmo tempo.

Não há de se discriminar a preferência de cada um. Essa ação do bem é bem-vinda em todas as áreas e deve ser incentivada sempre.

Desta vez, mostramos a adoção animal. Mas antes de adotar um amigo de quatro patas, é preciso entender sobre Posse Responsável.

Posse Responsável

Nada mais é do que ter certeza que quer adotar um animal e, mais que isso, ter a consciência de que ele vai exigir atenção, cuidados e carinho, afinal, como todo ser vivo, o animal também sente, medo, fome, frio e dor. Isso bem definido e planejado resulta em uma adoção positiva!

Posse Responvável: www.vilanovaconceicaosp.com.br/adocao-e-posse-responsavel

Onde adotar: www.vilanovaconceicaosp.com.br/adocao-e-posse-responsavel

Por Ilana Alves e Karen Gomes
Fotos: Priscila Pozo

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