Como prevenir crimes na internet

Crimes na internet e o uso intenso dessa rede já não são mais novidades em nosso dia a dia. Celulares, tablets, desktops, notebooks, redes wi-fi, pendrives, HD´s. Como sentir-se seguro em um universo que parece, a cada dia, se tornar mais ameaçador?

Estamos entre os dez países que mais utilizam a internet, em um mercado promissor e crescente, sem uma legislação que defina e classifique quantos e quais são os crimes cometidos virtualmente, para amparar os usuários desse serviço. Os golpistas estão de olho nas pequenas e médias empresas. E se para as pessoas físicas isso já uma tremenda ameaça, imagine para as empresas.

Segundo a FIESP. No ano de 2014, tivemos uma margem de 65,2 % dos ataques cibernéticos com foco financeiro realizados em pequenas empresas. Uauuu!! Assustador não?!!! Nessa hora que bate a pergunta: e aí, como se proteger dessas ameaças?

“Os golpistas conseguem identificar facilmente as fragilidades das pessoas, a fim de realizarem suas atividades fraudulentas”, afirma Camillo Di Jorge, Country Manager da ESET no Brasil. E de olho nessas ameaças a ESET – fornecedora de soluções de segurança da informação – acaba de divulgar uma lista com os cinco problemas mais comuns que deixam os usuários e empresas vulneráveis no ambiente da internet . Vamos à eles:

1.Confiar em qualquer link que apareça nas redes sociais.

As pessoas ainda clicam em links sem ao menos saber sua procedência, especialmente aqueles que fazem alguma referência a desastres naturais ou acontecimentos de interesse geral. Ao clicar sobre eles, os usuários são redirecionados para sites maliciosos ou sites legítimos, mas que foram comprometidos, com o objetivo de roubar credenciais (Em uma página de login bancário, por exemplo) ou um ataque realizado por meio de downloads, para injetar malwares no computador. Portanto, antes de clicar é preciso analisar se a fonte é confiável. Existem ferramentas para checar a validade do redirecionamento. Uma delas é “Checkshorturl.com”.

2. Reutilizar as senhas.

Muitos usuários ainda anotam suas senhas em papéis ou pastas no computador, além de reutilizá-las em diferentes serviços online. Se um invasor conseguir comprometer uma conta usando esquemas de phishing e força bruta, poderá acessar suas outras contas com as mesmas credenciais. Portanto, as senhas devem ser complexas e únicas para diferentes plataformas. Também é aconselhável a utilização de ferramentas para gerenciá-las e administrá-las com uma única chave mestra. Além disso, você não deve negligenciar o roteador, webcam ou qualquer dispositivo conectado à internet. Muitos aparelhos veem com senhas padrões, que por conta de um defeito, não podem ser alteradas, tornando-se um alvo muito vulnerável.

3.Não atualizar o software.

Roubo de dados, fraude financeira e outros problemas de segurança muitas vezes podem ser evitados com a atualização de software e aplicações em tempo hábil. Essas atualizações são projetadas para corrigir vulnerabilidades, e, em muitos casos, são regularmente agendadas. No ano passado, o Heartbleed – uma falha de criptografia SSL, permitiu que o tráfego web de milhões de usuários ficasse exposto. Com isso, os atacantes conseguiram o acesso irrestrito a senhas, detalhes de cartões de crédito e mais. Portanto, lembre-se aplicar sempre as correções.

4.Download em lojas não oficiais.

Usuários IOS costumam fazer jailbreak em seus dispositivos, a fim de fugir dos controles impostos pela Apple e, portanto, instalam aplicativos de fontes não oficiais em seus dispositivos. O mesmo se aplica ao sistema operacional móvel Android do Google, no qual usuários instalam aplicativos não oficiais, que muitas vezes contêm códigos maliciosos. Eles trazem risco à segurança, porque permitem que aplicativos se comportem de forma imprevisível, além disso, essas lojas não oficiais oferecerem aplicações maliciosas e outras legítimas, mas que foram modificadas por cibercriminosos. Recomenda-se baixar aplicativos somente em lojas oficiais para evitar crimes na internet

crimeinternet

Cuidado ao usar conexão wi-fi aberta.

5. Envio de informação sensível através Wi- Fi aberta.

Se você navegar na Internet em casa, provavelmente, o roteador estará protegido por uma senha forte e um firewall. Já em uma rede Wi-Fi aberta em um espaço público, onde a conexão é frequentemente utilizada livremente, o ambiente pode se tornar inseguro. Isso permite que os atacantes se situem entre o dispositivo e o servidor do usuário em um ataque man-in- the-middle (MITM), a fim de roubar dados sensíveis ou executar um malware malicioso. Alguns cibercriminosos até já conseguiram implementar um ponto de acesso ao abrirem uma janela pop-up durante o processo de conexão, eles oferecem a atualização de software popular para instalar um código malicioso no dispositivo do usuário. Enquanto isso, outros golpistas utilizaram ferramentas online para fingir ser o próprio ponto de acesso.

Bem, essas são algumas dicas para estar atento em um cenário cada dia mais e mais conectado, os crimes virtuais vêm se tornando uma rotina em nosso país, e, infelizmente, a lentidão do poder legislativo qualificar essas modalidades de crimes vem criando um clima de “terra sem lei” na internet, pois os criminosos sabem que mesmo que sejam identificados, a lentidão do judiciário ao punir essas condutas cria um clima de impunidade para crimes na internet.

Ultimamente uma modalidade de crime que vem se tornando muito comum na internet é o envio de e-mail simulando ser de algum órgão estatal conhecido, como é o caso da Receita Federal, TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Polícia Federal e Serasa. A metodologia empregada é enganar o proprietário do e-mail, com uma mensagem dizendo que existe alguma pendência com o órgão e que este deve clicar em algum.

Se cada um fizer a sua parte, muitos dos ataques e golpes realizados via internet podem ser evitados ou, ao menos, minimizados. Fazer uso dos mecanismos de proteção disponíveis e manter o seu computador atualizado e livre de códigos maliciosos é prioridade máxima quando se pensa em segurança contra crimes na internet. Ao fazer isto, estará contribuindo para a segurança da web para pessoas e empresas.

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