Novidades no tratamento de AVC

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Novidades no tratamento de AVC. Esta é, com certeza, uma notícia para comemorar. A USP, Universidade de São Paulo, desenvolveu uma técnica capaz de reduzir sequelas e devolver movimentos a pacientes que tiveram acidente vascular cerebral.

O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é segunda causa de morte no Brasil e a principal causa de incapacidade funcional. Em 80% dos casos, o AVC é do tipo isquêmico, ou seja, causado pela obstrução de uma artéria que leva sangue ao cérebro.

Nesses casos, os neurônios começam a sofrer com falta de oxigênio e morrem. Qual a velocidade desse processo? Em uma taxa de 1,9 milhão de neurônios por minuto. Por isso é muito importante o socorro o mais rápido possível.

Novidades no tratamento de AVC

Tratamento pode abrir até 80% dos vasos. Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa do HC-FMRP

“Com o tratamento endovascular, às vezes, a gente vê respostas dramáticas. Pacientes que ficariam sequelados pelo resto da vida voltam a andar com esse tratamento. Então, é uma alternativa terapêutica muito interessante”, explica o neurologista Octávio Pontes Neto.

As novidades no tratamento de AVC são capazes de reduzir quase que totalmente sequelas como a paralisia facial e a perda de alguns movimentos.

Novidades no tratamento de AVC (Acidente Vascular Cerebral)

O tratamento consiste em desentupir as artérias grandes do cérebro até 24 horas após os primeiros sintomas. Mas como é feito esse tratamento?
É feito através de um microcateter. Ele é introduzido em uma artéria na perna do paciente e que é levado até a área entupida do cérebro, onde o coágulo que impede a passagem do sangue. Esse coágulo é aspirado ou retirado com um stent, dispositivo usado para desobstruir os vasos.

Com as novidades no tratamento de AVC, o procedimento pode “limpar” 80% dos vasos sanguíneos afetados. É mais eficaz que o tratamento convencional, com o uso de medicamentos para dissolver os coágulos que se formaram no cérebro e causam o AVC.

Entretanto, o resultado do tratamento depende da extensão e do tempo em que a lesão ocorreu, por isso é importante que o infarto seja identificado em estágio inicial.

“Não é qualquer paciente com AVC isquêmico, mas aquele que tem oclusão de uma grande artéria do cérebro, em que a gente não consegue desentupir só com remédio na veia. Então, muitas vezes, além de receber o remédio, vai ser submetido a esse cateterismo”, finaliza o neurologista Octávio Pontes Neto

O método já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Leia também: AVC: Causa, sintomas e tratamento
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