Super Heróis

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Todo mundo tem pelo menos uma história para contar de alguém que partiu e deixou saudades. Assim, meus pensamentos me levaram até o amigo Kleber Eduardo Murari, o Super Homem da foto.

Nossos caminhos se cruzaram por causa de uma infelicidade. Em agosto de 2014, Kléber foi diagnosticado com um tipo raro e agressivo de câncer ósseo. Ao prever a dificuldade em conseguir um tratamento rápido, a cunhada de Kleber, que é minha amiga, pediu ajuda.

Eu detesto usar as redes sociais para fazer amizades e tal aversão era mesmo uma premonição. Não por causa do Kléber, mas sim por covardes e frustrados que precisam fazer o outro de palhaço para se sentirem valorizados. As redes estão cheias de notas de três reais.

Com o Kléber foi diferente. Há pessoas tão especiais que são capazes de derrubar as muralhas dos nossos conceitos preconcebidos. Ficamos amigos no Facebook e em pouco tempo senti que ele era integrante do seleto grupo de pessoas que considero realmente amigas.

Acompanhei cada minuto da vida dele. Comemorei cada vitória e entristeci perante as derrotas. Além do corpo, sua alma também vestiu-se de Super Homem. Na definição, Super Homem é um indivíduo muito forte e valente. Dotado de qualidades especiais e que se considera encarregado de uma missão extraordinária.

Em seis meses, Kléber deixou muitos ensinamentos. Para mim foi um “curso à distância sobre a vida”. Uma aula de coragem. Ele foi um guerreiro e eu péssima aluna. Reprovada no curso, porque não tive a coragem de visitá-lo e conhecê-lo pessoalmente. Achei que faria mais mal que bem, uma vez que iria desabar e chorar.

Dono de um espírito evoluído e guerreiro, Kleber era capaz de olhar para minha cara de choro e ainda rir. Depois, contar a mais nova história de pescador…

Meu amigo partiu em fevereiro de 2015.  Nunca irei esquecê-lo. Por algum motivo, a vida preferiu que sua passagem pelo meu caminho fosse ligeira, igual a um episódio da série, como a chegada e a saída do Super Homem após salvar a humanidade. Kléber completaria 40 anos em 28 de outubro.  

Na verdade, ele só entrou na minha vida para tentar me ensinar a importância da coragem.  A vida é eterna, mas no aqui e agora tudo tem um prazo e um motivo. Não é uma frase pronta, um clichê.

O Kléber foi uma deliciosa lição que o jornalismo me proporcionou. Deus sabe o que faz. Com o tempo a dor da morte se esvai e ficamos com os bons momentos. No meu caso, as boas palavras e conversas…

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Paty PasquiniPatrícia Pasquini, jornalista, radialista, blogueira, palmeirense, aquariana, apimentada, filha, irmã, tia, prima. Escreve quinzenalmente, às quintas, para o Portal Vila Nova Conceição SP.


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